Os videojogos são prejudiciais para as crianças?
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Os videojogos acompanham cada vez mais o quotidiano das crianças e adolescentes em Itália e no mundo. Consolas, telemóveis, tablets e computadores tornaram-se ferramentas familiares onde os mais jovens passam horas de lazer, aprendizagem, socialização e competição. Mas esta presença cada vez mais abrangente levanta uma questão fundamental: os videojogos são prejudiciais para as crianças? Para responder com equilíbrio e rigor, é necessário considerar dados científicos, orientações de instituições reconhecidas, evidências de saúde pública e o papel dos pais, educadores e sociedade.

A discussão em torno dos videojogos e dos seus efeitos nas crianças não é recente, mas cresceu com a expansão do digital e das plataformas de jogo. Enquanto alguns defendem que os videojogos favorecem competências cognitivas, criatividade e cooperação, outros destacam riscos ligados ao excesso, à dependência, a conteúdos inadequados ou ao sedentarismo. Neste guia analisaremos várias perspetivas para compreender melhor os riscos, benefícios, indicações e estratégias para um uso saudável e consciente.
1. Os videojogos no contexto italiano: dados e riscos observados
Segundo os dados de vigilância do Instituto Superior de Saúde (ISS) sobre o uso das tecnologias digitais entre os jovens, uma percentagem significativa de adolescentes apresenta risco de uso problemático dos videojogos. Em Itália, 19,6 % dos adolescentes mostra sinais potencialmente associados a um uso problemático, ou seja, modos de jogo que podem interferir com outras áreas da vida quotidiana como o estudo ou o descanso.
Paralelamente, as autoridades de saúde italianas sublinham como a exposição excessiva aos videojogos e a outros conteúdos digitais está relacionada com perturbações do sono, níveis mais elevados de ansiedade e depressão, além de potenciais desconfortos psicofísicos nos jovens que passam muitas horas diante dos ecrãs. Promover o direito à desconexão e um ambiente digital saudável para os menores foi identificado como um elemento chave para proteger a sua saúde psicofísica.
Outro aspeto previsto pelo Ministério da Saúde diz respeito à inclusão do fenómeno da dependência dos videojogos no âmbito das dependências comportamentais. A abordagem italiana refere-se a iniciativas conjuntas entre escolas, serviços de saúde e comunidade para prevenir o surgimento de comportamentos problemáticos, indicando que a prevenção, a formação e a sensibilização são instrumentos cruciais para mitigar eventuais efeitos negativos.
2. Neurodesenvolvimento, comportamento e dependência: o que sabemos
Do ponto de vista neurológico e comportamental, numerosos estudos internacionais examinaram correlações entre videojogos e saúde mental nos jovens. Algumas investigações sugerem que um uso excessivo e não regulado pode associar-se a agravamento da saúde mental, isolamento social e dificuldades de regulação emocional, especialmente em sujeitos vulneráveis.
A questão da dependência dos videojogos foi oficialmente reconhecida como parte das dependências comportamentais também pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e discutida por instituições de saúde italianas. Isso não implica automaticamente que todas as crianças desenvolvam dependência: o diagnóstico clínico requer critérios específicos e profissionais qualificados. No entanto, sinais como perda de controlo sobre o tempo de jogo, deterioração do rendimento escolar ou dificuldades nas relações sociais podem representar alertas.
O impacto no comportamento não diz respeito apenas à dependência: alguns estudos italianos evidenciaram que a exposição prolongada a videojogos com conteúdos violentos pode estar associada a um aumento de comportamentos agressivos nas crianças mais pequenas, enquanto outros sugerem ligações com ansiedade e problemas de autorregulação.
3. Benefícios potenciais e uso consciente
Apesar das preocupações, a investigação científica não descreve os videojogos como um “mal absoluto”. Pelo contrário, existem evidências que indicam benefícios cognitivos associados ao uso moderado e adequado. Alguns estudos mostram que videojogos bem concebidos podem favorecer melhorias na velocidade de processamento da informação, na memória de trabalho, na resolução de problemas e em específicas competências visuo-espaciais.
Além disso, investigações que envolvem perceções de pais e filhos evidenciam como o jogo partilhado pode favorecer laços familiares e conversas, desmentindo a ideia de que o jogo videolúdico reduz necessariamente o tempo dedicado ao estudo ou a atividades sociais quando mediado de forma equilibrada.
É importante considerar que nem todos os videojogos são iguais. Géneros, conteúdos, contexto de utilização e tempo dedicado influenciam profundamente os efeitos potenciais. Por exemplo, jogos educativos ou jogos sérios concebidos para promover competências específicas podem trazer vantagens educativas e sociais, ao contrário de títulos violentos ou estruturados para mecânicas de recompensa compulsiva.
4. Papel dos pais, educadores e instituições
O papel dos adultos de referência é central para determinar o impacto dos videojogos no crescimento das crianças. Segundo os especialistas, monitorizar o tempo de jogo, escolher conteúdos adequados à idade, favorecer a alternância com atividades físicas e sociais e promover o diálogo são estratégias fundamentais para reduzir os riscos e maximizar os benefícios.
As instituições italianas e internacionais sugerem a adoção de diretrizes para o tempo de utilização e incentivam programas educativos que ensinem às crianças um uso digital consciente. No âmbito escolar, projetos formativos e iniciativas de prevenção integrada entre escola, serviços sociais e de saúde visam fornecer competências aos alunos para enfrentar conscientemente a cultura digital. Relacionado: Como estabelecer regras para o uso dos videojogos pelas crianças?
Também as ferramentas de classificação como o PEGI fornecem indicações úteis para orientar a escolha de videojogos com base na idade, ajudando pais e tutores a evitar conteúdos inadequados para os mais pequenos.
Conclusões
À pergunta “Os videojogos são prejudiciais para as crianças?” não existe uma resposta única e simples. Os videojogos não são intrinsecamente prejudiciais, mas podem comportar riscos se usados de forma excessiva, sem supervisão ou com conteúdos inadequados. Pelo contrário, um uso equilibrado, orientado e consciente pode trazer benefícios cognitivos, sociais e educativos. A chave está em limites claros, conteúdos adequados, interação familiar e mediação ativa por parte de adultos e instituições.
Os videojogos são uma ferramenta: a sua influência no crescimento das crianças depende sobretudo de como, quando e porquê são usados.